1.4.05

Barcelona

Segunda-feira, 21/03/2005, 4h45. Subo na bicicleta com um mochilão atrás e uma mochilinha na frente, e pedalo da Via Fortini até a estação Santa Maria Novella de Firenze, para pegar o trem das 5h32. Entro na estação e recebo a belíssima noticia de que o trem das 5h32 para o aeroporto de Pisa não pára no aeroporto de Pisa, e que o primeiro trem possível chega lá as 8h30. E o avião sai às 8h40.
Um pouco de desespero e algumas baldeações depois, chego a tempo para o check in da minha lowcost flight company. 8h40 decolamos, eu, o avião e as minhas vertigens. Uma pessoa que não tem vertigens ao andar de avião, para mim, é completamente desprovida de instinto de sobrevivência.
10h30, terra firme. Sem surpresinhas desagradáveis com a bagagem, passamos à próxima etapa, ônibus para chegar à cidade. 40 minutos depois eu a vejo, Barcelona.



Desço na Estacio del Nord, pego o metrô

e me dirijo para a estação Poble Sec, à procura da Carrer Tamarit, que é onde mora a Marcela. A Marcela eu conheci em Firenze, e ela, como eu, veio estudar arquitetura na Università di Firenze, e depois se mudou para Barcelona, onde já estava a Carol, que estudava arquitetura junto com ela na puccamp, mas se transferiu para a Espanha.

Carrer Tamarit, campainha. Campainha. Nada. Ninguém em casa. 2h depois, eu dormindo na escada, em cima da mala. Chegam as duas e mais a Priscila, que se formou em moda na Santa Marcelina e tinha chegado do Brasil há dois dias.
A casa era uma alegria só: as duas habitantes espanholas estavam fora para o feriado da Páscoa, e na 3a.f chega um grupinho vindo de Portugal: o Leo e a Ligia, brasileiros, a Marie, metade portuguesa-metade francesa, e sua amiga francesa Gladis.
No terceiro dia fomos para Blanes, cidade vizinha a Barcelona, onde mora o pai da Carol. Carol que, diga-se de passagem, se encontrava numa maré de azar, comecando no dia em que eu cheguei, quando quebrou um dente comendo sardinha, e culminando com um gunchamento do seu carro...
Dia 24 chega a Bia, e no dia seguinte começa o roteiro turístico, que a princípio não contou com colaborações metereológicas, já que o céu insistia num cinzinha sem graça... Mas de qualquer maneira, vamos às fotos. Primeira parada: Parc Guell. Uma das coisas que mais chamam a atenção são os mosaicos. São realmente fantásticos. Mas atenção, muita gente pensa que os mosaicos foram feitos pelo Gaudí, quando na verdade o autor é o arquiteto catalão Josep Maria Jujol.


Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com

que luxo, hein.


Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com


Com a mesma roupa do parque fomos para uma baladinha. Um lugar muito bonito perto da Rambla, chamado La Paloma. Lindo, porém com a música um pouco baixa... Uma consideração: essas caras de zumbi na foto não são absolutamente devidas ao álcool, e sim ao cansaço das andanças do dia.

Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



No dia seguinte:


La Boqueria, na Rambla, linda e toda colorida. As banquinhas perto da entrada não perdem a oportunidade de enfiar a faca nos turistas.

Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com



pela Rambla...

Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com



Mulher e Pássaro, do Mirò.

Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com



Coisas que se vê pelo Passeig de Gracia

Image hosted by Photobucket.com




Esse é um lugar chamado "fooodball" que vende bolas de comida. É um lance meio macrobiótico, são bolinhas de arroz com recheios variados acompanhadas por chás. Depois de servir-se do "combo", você senta nessa espécie de arquibancada e come ao som do maior jazzão.

Image hosted by Photobucket.com



Catedral de Barcelona, no bairro gótico, vista só de lado, já que a fachada estava entupida de andaimes...

Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com


Agora vem o auge das pirações arquitetônicas. Gaudi e suas casas:

a Battlò...


Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com


e a Pedrera


Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com



E a Sagrada Família

Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Image hosted by Photobucket.com



Outros particulares arquitetônicos perdidos pela cidade...

Torre do Calatrava

Image hosted by Photobucket.com



Museu de Arte Contemporânea, do Richard Meyer

Image hosted by Photobucket.com




Image hosted by Photobucket.com



Pavilhão do Mies Van der Rohe
Image hosted by Photobucket.com


Image hosted by Photobucket.com



Corredores sem fim do metrô

Image hosted by Photobucket.com



E outras coisas que se vê por aí
Image hosted by Photobucket.com


Image hosted by Photobucket.com



Então foi tudo lindo. Achamos até um rodízio de sushi na orla com preços honestos, matei uma vontade de 6 meses...

E na hora de voltar recomeça a minha saga pelo mundo mágico dos meios de transporte:
Quinta-feira, 31/03/2005, 3h. Pego um táxi na Carrer Tamarit, já que era única opção para chegar à Estaciò del Nord e pegar o ônibus para o aeroporto de Girona, que saía às 3h45. Pego o avião às 6h40, toda feliz porque lá pelas 8h já estaria em Pisa novamente, pertinho de Firenze. E vi a alvorada mais linda, sob o céu da França, com todas as cores do mundo.

Mas não poderia ser tão simples, e São Pedro resolveu aprontar mais uma das suas.
Nuvens. Nuvens e mais nuvens. Então nada de descer em Pisa. E fomos parar simplesmente em GÊNOVA. A quase CINCO HORAS de Firenze. Mas o pior de tudo foi descer em Gênova, olhar pela janela e não ver nada além de ÁGUA, e alguns barquinhos.
Continuando, mais 2h de ônibus até Pisa. Registr-se aqui que quando eu cheguei lá fazia um PUTA SOL NUM CÉU LIMPINHO. E mais 1h30 de trem até Firenze e finalmente pude rever a minha querida cúpula da Santa Maria del Fiore, ou Duomo, pros íntimos.

Então, revisando, aí vai uma lista dos meios de transporte empregados nessa viagem, em ordem:
-bicicleta
-trem
-trem
-avião
-ônibus
-metrô
-táxi
-ônibus
-avião
-ônibus
-trem
-trem

CONCLUINDO

Tenho que dizer a todos que me falaram que eu ia me apaixonar pela cidade que vocês estavam mais do que certos. De início foi um pouco estranho, acostumei com cidade pequena. Mas logo a gente vê que não perdeu nada do instinto paulistano e se sente muito à vontade no meio de tanto movimento, tanta informação ao mesmo tempo, os barulhos, as multidões. E se deslumbra com os detalhes de Barcelona, com o mar, com a música, a dança, os livros, os museus, os cartazes pelas ruas.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?