1.4.05
Barcelona
Um pouco de desespero e algumas baldeações depois, chego a tempo para o check in da minha lowcost flight company. 8h40 decolamos, eu, o avião e as minhas vertigens. Uma pessoa que não tem vertigens ao andar de avião, para mim, é completamente desprovida de instinto de sobrevivência.
10h30, terra firme. Sem surpresinhas desagradáveis com a bagagem, passamos à próxima etapa, ônibus para chegar à cidade. 40 minutos depois eu a vejo, Barcelona.

Desço na Estacio del Nord, pego o metrô

e me dirijo para a estação Poble Sec, à procura da Carrer Tamarit, que é onde mora a Marcela. A Marcela eu conheci em Firenze, e ela, como eu, veio estudar arquitetura na Università di Firenze, e depois se mudou para Barcelona, onde já estava a Carol, que estudava arquitetura junto com ela na puccamp, mas se transferiu para a Espanha.
Carrer Tamarit, campainha. Campainha. Nada. Ninguém em casa. 2h depois, eu dormindo na escada, em cima da mala. Chegam as duas e mais a Priscila, que se formou em moda na Santa Marcelina e tinha chegado do Brasil há dois dias.
A casa era uma alegria só: as duas habitantes espanholas estavam fora para o feriado da Páscoa, e na 3a.f chega um grupinho vindo de Portugal: o Leo e a Ligia, brasileiros, a Marie, metade portuguesa-metade francesa, e sua amiga francesa Gladis.
No terceiro dia fomos para Blanes, cidade vizinha a Barcelona, onde mora o pai da Carol. Carol que, diga-se de passagem, se encontrava numa maré de azar, comecando no dia em que eu cheguei, quando quebrou um dente comendo sardinha, e culminando com um gunchamento do seu carro...
Dia 24 chega a Bia, e no dia seguinte começa o roteiro turístico, que a princípio não contou com colaborações metereológicas, já que o céu insistia num cinzinha sem graça... Mas de qualquer maneira, vamos às fotos. Primeira parada: Parc Guell. Uma das coisas que mais chamam a atenção são os mosaicos. São realmente fantásticos. Mas atenção, muita gente pensa que os mosaicos foram feitos pelo Gaudí, quando na verdade o autor é o arquiteto catalão Josep Maria Jujol.







que luxo, hein.




Com a mesma roupa do parque fomos para uma baladinha. Um lugar muito bonito perto da Rambla, chamado La Paloma. Lindo, porém com a música um pouco baixa... Uma consideração: essas caras de zumbi na foto não são absolutamente devidas ao álcool, e sim ao cansaço das andanças do dia.


No dia seguinte:
La Boqueria, na Rambla, linda e toda colorida. As banquinhas perto da entrada não perdem a oportunidade de enfiar a faca nos turistas.




pela Rambla...


Mulher e Pássaro, do Mirò.




Coisas que se vê pelo Passeig de Gracia

Esse é um lugar chamado "fooodball" que vende bolas de comida. É um lance meio macrobiótico, são bolinhas de arroz com recheios variados acompanhadas por chás. Depois de servir-se do "combo", você senta nessa espécie de arquibancada e come ao som do maior jazzão.

Catedral de Barcelona, no bairro gótico, vista só de lado, já que a fachada estava entupida de andaimes...


Agora vem o auge das pirações arquitetônicas. Gaudi e suas casas:
a Battlò...





e a Pedrera













E a Sagrada Família








Outros particulares arquitetônicos perdidos pela cidade...
Torre do Calatrava

Museu de Arte Contemporânea, do Richard Meyer


Pavilhão do Mies Van der Rohe


Corredores sem fim do metrô

E outras coisas que se vê por aí


Então foi tudo lindo. Achamos até um rodízio de sushi na orla com preços honestos, matei uma vontade de 6 meses...
E na hora de voltar recomeça a minha saga pelo mundo mágico dos meios de transporte:
Quinta-feira, 31/03/2005, 3h. Pego um táxi na Carrer Tamarit, já que era única opção para chegar à Estaciò del Nord e pegar o ônibus para o aeroporto de Girona, que saía às 3h45. Pego o avião às 6h40, toda feliz porque lá pelas 8h já estaria em Pisa novamente, pertinho de Firenze. E vi a alvorada mais linda, sob o céu da França, com todas as cores do mundo.
Mas não poderia ser tão simples, e São Pedro resolveu aprontar mais uma das suas.
Nuvens. Nuvens e mais nuvens. Então nada de descer em Pisa. E fomos parar simplesmente em GÊNOVA. A quase CINCO HORAS de Firenze. Mas o pior de tudo foi descer em Gênova, olhar pela janela e não ver nada além de ÁGUA, e alguns barquinhos.
Continuando, mais 2h de ônibus até Pisa. Registr-se aqui que quando eu cheguei lá fazia um PUTA SOL NUM CÉU LIMPINHO. E mais 1h30 de trem até Firenze e finalmente pude rever a minha querida cúpula da Santa Maria del Fiore, ou Duomo, pros íntimos.
Então, revisando, aí vai uma lista dos meios de transporte empregados nessa viagem, em ordem:
-bicicleta
-trem
-trem
-avião
-ônibus
-metrô
-táxi
-ônibus
-avião
-ônibus
-trem
-trem
CONCLUINDO
Tenho que dizer a todos que me falaram que eu ia me apaixonar pela cidade que vocês estavam mais do que certos. De início foi um pouco estranho, acostumei com cidade pequena. Mas logo a gente vê que não perdeu nada do instinto paulistano e se sente muito à vontade no meio de tanto movimento, tanta informação ao mesmo tempo, os barulhos, as multidões. E se deslumbra com os detalhes de Barcelona, com o mar, com a música, a dança, os livros, os museus, os cartazes pelas ruas.